Erva-doce (anis verde) - 40 g
52,50 €/kg
Alguém se lembra daquelas desagradáveis bolinhas de anis que as nossas tias-avós nos enfiavam como se fossem rebuçados? Tão do século XX... A verdade é que, superado o trauma, aquela recordação adocicada tem um sabor antigo que nos leva um pouco de volta à infância e conforta.
A “culpa” dessa viagem no tempo é do anis verde ou erva-doce –também chamado matalauva–, responsável pelo sabor característico de muitas das sobremesas da nossa infância (e dos goles da nossa vida adulta). Doces, muito doces, as sementes da Pimpinella anisum são parte essencial da pastelaria tradicional ibérica em toda a sua extensão, desde o Empordà –com os seus sonhos de Páscoa– até às ilhas Canárias, onde aromatizam o pão sobao e o tradicional frangollo –uma espécie de papa feita com farinha de milho e matalahúga– e as castanhas cozidas em doce.
"Nochebueno" todo o ano
O percurso pelas sobremesas de ontem, de hoje e de sempre tem uma paragem obrigatória, ou muitas, na Andaluzia. De lá vêm as tortas de azeite sevilhanas –também chamadas, por alguma razão, tortas de anis– e de lá chegam também os Nochebuenos, primos granadinos das primeiras que levam passas ou frutos secos em vez de sésamo. Mas existem muitos outros petiscos: sonhos, pestiños, borrachuelos, gañotes e poleá partilham esse toque incomparável das receitas sem modernices.
Para o resto do ano, a matalahúga pode servir para elevar um pão caseiro ou para exibir exotismo, preparando a mistura de cinco especiarias chinesa –junto com cássia ou canela, anis estrelado em pó, pimenta de Szechuan e cravinho– ou substituindo o funcho num caril bem doce e picante.
- Preparado pela: El Amasadero
- Peso: 0.040kg
- Preparado pela: El Amasadero
- Peso: 0.040kg